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Terça, 04 de outubro de 2022
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Coluna

A Crueldade do Cidadão Comum

Falar de milionários, rainhas, presidentes, personalidades públicas é fácil. E quando é você?

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Sabemos rapidamente apontar quando uma pessoa está agindo de modo cruel e nas discussões de redes sociais há sempre uma teoria explicando o porquê Bill Gates com seu programa vacinal intencionou reduzir a população mundial ou porque líderes como Trudeau, Olaf Scholz ou Mark Rutte resolveram submeter seus povos ao frio e à fome em pleno inverno abaixo de 30 graus. A resposta está na ponta da língua em quem alimenta suas mentes com influenciadores religiosos e propagadores do caos: são os reptilianos! Claro!

               Talvez pareça confortável direcionar o foco para temas fantásticos e fantasiosos a ter que admitir que tais governantes são tão seres humanos quanto nós. Dependem do oxigênio para respirar tanto quanto nós, de alimentos tanto quanto nós e ao apagar a chama da vida, serão enterrados do mesmo modo que nós. Tá, tudo bem que a maioria de nós não terá uma cerimônia fúnebre igual a Rainha Elizabeth II sendo testemunhada praticamente pelo mundo todo e com convidados ilustres e de grande poder mundial. Porém, o corpo morto da rainha sofrerá os mesmos mecanismos de temperatura e pressão que qualquer cadáver e a celebração não é para ela, mas para os que ficam, neste caso, para fins macropolíticos.

               Direcionar as explicações para fenômenos externos ao que acontece no íntimo dá um pseudo-alívio e faz com que não tenhamos que nos confrontar com nossa verdadeira essência tão humana, tão falível e tão realista. Temos a tendência a nos afastarmos de confrontar nossas convicções, verdades e crenças. Quanto mais dificuldade em encarar de frente nossas emoções, nossa falibilidade, mais nos afastamos de quem somos. Ter que olhar no espelho da alma e admitir que podemos ser muito cruéis tanto quanto um Fauci ou um Xi Jinping já pode ser demais àqueles que se agarram às estratégias como se fosse um Gollum que se apega ao anel do poder. Como poderia admitir a si mesmo, no silêncio do próprio quarto entre os travesseiros que para se dar bem naquela vaga ao trabalho pode ter usado mecanismos nada lícitos, ou que na disputa profissional venha passando a perna naqueles que se considere ameaças e até mesmo que topa tudo que for necessário se o assunto for dinheiro, nem que tenha, mesmo não concordando, promover medicamentos perigosos ou produzir serviços e produtos que vão provocar o vício, a doença e até a morte? Afinal, pessoas morrem e que diferença faz morrer com produtos e serviços que aquela pessoa venda, não é mesmo? Assim vem pensando Bill Gates e sua turma por anos...

               Se agarrar à estratégias como: achar que o dinheiro é mais importante que o relacionamento, e que a vida de um filho seja mais importante que a vida da esposa ou que é preferível viajar a ter que honrar compromissos financeiros assumidos com outras pessoas e até mesmo viver de favor na casa de um parente e achar que o parente tem que se submeter às dificuldades da própria vida e vice-versa vai tornando as pessoas cada vez mais parecidas, ao menos psicossocialmente, de donos de megacorporações que a certa altura querem impor a própria realidade a outros. Todos, porém, sustentam razões nobres para praticar os comportamentos cruéis. Bill Gates vai declarar que o motivo é ter alimento para todos os que sobreviverão, ignorando ser responsável pela morte dos 6 bilhões restantes e a pessoa que vende um produto produzido nas grandes corporações, vai alegar que é para o próprio sustento e de sua família, alçando a própria importância acima da vida alheia. Quando se defende ações cruéis e de violência para justificar derrotar o mal ou o inimigo, a pessoa não percebe que ela está agindo do mesmo modo que o tal “inimigo” decidiu agir e entre um hoponopopo e uma reza, a pessoa continua direcionando sua energia, seu foco e suas ações para combater tudo aquilo que considera ameaça fora de si.

A verdadeira ameaça é sempre interna!

O comportamento que desencadeia prejuízo a si mesmo e aos demais tem como causa a confusão entre estratégias e necessidades. Toda pessoa que compreende o que é uma necessidade se conecta com o que está vivo dentro de si e automaticamente nutre-se e passa a viver a riqueza das necessidades. Do contrário, toda pessoa que confunde estratégia com necessidade vai nutrir a estratégia à revelia do atendimento das próprias necessidades vivendo em plena escassez. Por exemplo, é comum a pessoa confundir dinheiro (estratégia) com necessidade (liberdade, autonomia, poder). As UTIs estão lotadas de cardiopatas que venderam suas saúdes, liberdades e autonomia em troca do dinheiro. Acreditaram que o dinheiro era mais importante e alçaram essa estratégia ao status de necessidade vivendo uma vida de escassez de necessidades. Para obter dinheiro sacrifica relacionamentos, diversão, descanso, reconhecimento, paz, tranquilidade elevando essa estratégia a um patamar de superioridade que nenhum objeto, situação, lugar ou pessoas poderia ter. O preço desta confusão é a doença, a desagregação e dependendo do grau de influência da pessoa, prejuízos inimagináveis ao seu entorno.

               Posso adiantar que o tema das necessidades é pouco ou nada conhecido. No senso comum, necessidade seria o mesmo que desejo, vontade ou pulsão. Quando alguém cita a palavra necessidade no sentido dado ao conhecimento que trabalhamos se limita a citar a pirâmide de Maslow. Necessidade é a essência que nos torna humanos. É o que nos difere dos demais seres vivos neste planeta e é o que faz a cooperação mútua, o amor em família e a construção de valores compartilhados rumo ao desenvolvimento. Uma pessoa que assumiu o estilo de vida de nutrir as próprias necessidades tem liberdade em conviver com qualquer pessoa seja o amigo que torce pelo clube oponente ou de religião diferente porque abriu mão do controle e da expectativa. Sabe colher o melhor que cada um tem dentro de si e tem clareza de que as pessoas são livres para ser o que elas são, porque elas serem livres não ameaça as próprias necessidades. Por esse motivo, habituar a preservação das próprias necessidades é viver a espontaneidade e aceitar a si e a realidade promovendo a fluidez sobre as dificuldades do mesmo modo que um surfista aproveita a onda para fazer as próprias manobras. O conhecimento das próprias necessidades é o poder com o outro e não o poder de dominação sobre o outro. 

São raros aqueles que optam por intervir na vida pública e que conseguem a satisfação das próprias necessidades. Políticos e burocratas querem mudar o mundo com base nas ilusões e expectativas criadas pela mente insatisfeita e a todos aqueles que dedicam seus esforços a mudar o ambiente externo ainda não conheceram o maravilhoso mundo interno a ser explorado. A hipnoterapia aliada ao protocolo da terapia das necessidades, desenvolvida pelo Hipnooffice é uma oportunidade de se conectar com o que está vivo dentro de si, podendo orientar a direção do indivíduo para uma realidade de satisfação, de ruptura com fixações imobilizadoras e uma perspectiva de alta performance e sucesso. Reeducar a mente pode levar de 22 a 66 dias com persistência diária em novos hábitos. Um ingresso ao subconsciente pode atuar direto na memória de longo prazo resgatando convicções universais, humanas e ricas de necessidades.

               Você é importante! Tua vida é muito importante! E o autocuidado e a consideração por você é o que fará investir em novos conhecimentos e boa nutrição para a tua mente! Você merece o sucesso. Você merece uma vida mais feliz.

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Lorela Casella é Hipnoterapeuta, escritora, publica textos no Jornal Conservador https://t.me/JConservador, no canal no telegram https://t.me/lorelacasella https://t.me/hipnoofficeFoz, publica podcast no https://lorelacasella.substack.com e toda segunda às 18h apresenta o Curso para Bolsominions no Jornal Conservador https://www.facebook.com/OJConservador

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